terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Cães e gatos
Gatos são tragédia grega, tango argentino.
Teatro é gato, cinema é cachorro.
Woody Allen é gato, Charles Chaplin é cachorro. O gato apresenta a graça do conflito e o cachorro o olhar e o riso triste dos desajustados - à margem.
Me acho em ambos os lados.
Mas... (Sempre tem um mas)... Minha relação com os gatos vai longe..., é uma questão de intimidade, de vínculo, da sensação confortável em se olhar no espelho e enxergar o velho rosto conhecido.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Gatos no Cinema
Gatos com motor ron-ron, quando velhos, vomitam pela casa, fazem xixi fora dos pipi-cats e com graça maçarocam o tapete recém-lavado pela sua natureza higiênica. Dá para ficar bravo?
Vez ou outra, de tão fitoterápicos, gatos procuram folhas para acalmar a dor no estômago.
São curiosos e participam das conversas dos donos em seus colos, em cima de mesas, camas, sofás...
Ao ver o dono chegar fatigado em casa e ir deitar no sofá, vão direto ao colo.
Gatos sempre escolhem um da casa como seu preferido.
Gatos possuem um nome jellicle.
Só quem nunca teve um gato como única testemunha para doces crimes, ou quem nunca foi surpreendido, aos prantos, por uma carinha marrom com dois olhos azuis no meio, não entende tal monografia de arte produzida pela natureza que são os gatos.
Em homenagem a Sofia, Nina, Monalisa Helena, Raulzito, Lepapa, Fellini Alberto, Spock Smith, Pamela Pamer, Albertaas e os saudosos Bigurrilho, Dino, Mimi, Sylvia, Nekro, Chatran e tantos outros da minha história pessoal, inauguro neste intrépido blog a sessão Gatos no Cinema.
Gatos são adoráveis e muitos cineastas acham o mesmo.
"O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precisa de promoção ou explicação os assusta. Ingratos os desgostam. Falastrões os entediam. O gato não quer explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda a natureza, aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato." - Ode ao Gato, Artur da Távola.
Filme: Olhos de Gato (Cat's Eye), Lewis Teague - baseado na obra de Stephen King
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
William Shakespeare salvou minha vida
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Carta ao filho - a variação dos tempos

Na vida passamos por vários tempos, tempo de nascer, tempo de descansar, tempo de morrer, tempo de conquistar, tempo de despedir etc.
Quando você foi para Porto Velho, você sabia que estava no tempo de despedir de sua família, amigos e amores; e sua família, seus amigos e seus amores despediram de você para você entrar no tempo de conquistar.
Se você a ama ou amou está na hora do tempo de despedir, para ela encontrar novos tempos.
Você está agindo como um menino mimado e egoísta, cheio de brinquedos novos e velhos; até que chega outro menino e pega um brinquedo seu, e você não quer dar, não que o brinquedo seja o seu preferido, ou o seu brinquedo mais caro, ou mais especial, mas porque na casa do menino... Sim, ele pode ser o mais especial, o mais querido, o preferido, mas você quer que o brinquedo fique guardado em um canto, no tempo de espera, porque talvez algum dia queira brincar por 2 ou 3 minutos e o brinquedo vai estar lá.
Na vida o que mais fazemos é o tempo de despedir, a toda hora nos despedimos de nossa juventude, de nossa saúde, de um minuto que passamos com alguém; mais tarde temos que aprender a despedir de nossos pais, de nossos filhos, de nossos amores e por fim de nós mesmos.
Você tem que aprender a se despedir, porque quando você despede-se de alguém, na verdade está dando para esse alguém a liberdade de escolha, a liberdade de voar, a liberdade de aprender, a liberdade de conquistar. Eu sei que é difícil, mas está na hora de despedir para você também se libertar, tenho certeza que quando conseguir, sentirá mais leve, mais dono de si, mais seguro e pronto para grandes vôos e grandes amores.
Eu te amo muito, muito mesmo, e sei que você está chegando no tempo de grandes despedidas, pois daqui alguns anos estará conquistando o seu grande sonho, e eu te amo por isso, e isso mais tarde você também fará pelos seus filhos.
Thais, sua mãe, que tem a honra e o orgulho de tê-lo como filho.
Pintura de Vincent Willem van Gogh
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
A Lógica dos meus sentimentos
Interessa-me mais o humano do que os fatos.
Fatos são roupas às vezes trocáveis e às vezes irremediáveis. Não importa, são o externo, a consequência dos sentimentos e instintos humanos.
Adentro na militância quieta e sem alardes do artista.
